11 de novembro de 2008

Primeira crítica do filme Twilight

Primeira crítica ao filme veio do site mexicano Empire.
É uma crítica ótima, elogia a atuação de Robert e Kristen e a fotografia do filme.

Duas notícias, uma boa e uma má. Primeiro a má : O esperado filme Crepúsculo quanto a sensibilidade está mais próximo de Meninas Malvadas do que da versão de Drácula de Coppola. A boa é que ele é como um filme comovente tipo Um Amor para Recordar de Mandy Moore. E para nós,os mais velhos, pensemos algo como Amor Eterno de Brooke Shields.
Se existe outra boa notícia para alguém – além dos produtores e realizadores do filme que verão salas cheias de adolescentes – é para os psicólogos e terapeutas porque depois disso o tema ‘amor obsessivo’ entrará na moda. Devo dizer que sou um afixionado por filmes de vampiros – e graças a interrogatórios com meus amigos fãs e alguns por internet – afirmo que não posee(?) nem sei dos subtramas que sucedem o texto publicado.
Asseguro que Crepúsculo atinge seu objetivo com méritos seu objetivo de prender a ansiedade juvenil e criar a metáfora da garota que se apaixona pelo garoto lindo, mas misterioso, reservado, dominante e obscuro porém mesmo assim adorável. Outro acerto de Hardwicke é sua seleção de cores que tem contraste espetacular, conseguindo uma fotografia dramática e de origem indie, estranho para uma super produção. A edição acelerada e a música sempre elegante de Cartel Burwell injeta um frenesí as cenas, respondendo ao chamado dos protagonistas. Se Crepúsculo fosse um trem, não caberia dúvidas de que as correntes mais fortes viriam do carisma de seus protagonistas Robert Pattinson (Edward) e Kristen Stewart (Bella). Ambos, junto a direção de Catherine Hardwicke (Aos 13) conseguem captar nossa atenção e nos fazer esquecer que por trás do telão há uma história de vampiros. O problema é que o propósito da viagem prometia ser uma aventura romântica e seu reduz a um melodrama, já que o único troféu é vê-los se beijar.
Quando Edward e Bella estão juntos o pulso da platéia acelera mas quando chega as histórias secundárias, a pulsação cai. Não se construiu um verdadeiro vilão nas telonas, que vá de encontro ao herói e tente seduzir a mocinha para o lado obscuro. Sabemos que Edward recusa-se a ser um caçador de seres humanos, como prefere ser “vegetariano” (tomar sangue animal), mas nós nunca o vemos vacilar ao ponto de delírio.
O drama de amor adolescente, se voasse alto poderia ser trágico, pois Edward pergunta a Bella se ela está disposta a amar alguém que se seguisse seus instintos poderia mata-la, porém jamais vai além disso começando um combate entre o bem e o mau.
Se estavam procurando um efeito DiCaprio / Winslet de Titanic e um romance que marca a história do cinema, é preciso lembrar que, embora esses delírios personagens são arquétipos do homem e da mulher, sem rumo, o diretor James Cameron soube torná-los densos o suficiente para tornarem-se credíveis de perto onde milhões de indentificariam com seu amor truncado, mas Catherine não consegue chegar tão longe.
Twilight aposta em quem leu o livro e sabe os porquês de cada ação, especialmente considerando que o texto é escrito em primeira pessoa por Bella. Aqui, na ambiguidade do filme, sem o artifício narrativo, as personagens têm sua beleza atrativa e convicção, porque o mundo adulto – e dos espectadores – ficou em segundo plano, assim como os lobos, os ancestrais inimigos dos vampiros.

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